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As habilidades sociais na deficiência intelectual e no autismo

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Segundo dados do IBGE, cerca de 2,6 milhões de pessoas têm deficiência intelectual no Brasil.

Ela é caracterizada por uma condição de incapacidade intelectual e adaptativa nos domínios sociais, conceituais e práticos. Um dos aspectos mais comumente prejudicados é a habilidade social.  As habilidades sociais são um conjunto de comportamentos que favorecem a competência social e, consequentemente, contribuem para as relações interpessoais. Essas habilidades, que começam a se desenvolver durante a infância, são extremamente importantes para pessoas com e sem deficiência, e cruciais para expressão de sentimentos, articulação de pensamentos, para adequar comportamentos ao contexto e para expressar-se de maneira funcional.

Relação baseada na confiança, respeito e carinho entre a pessoa com o autismo e o seu cuidador.

Dificuldades nas habilidades sociais podem trazer prejuízos importantes. Em muitos casos podem ocasionar dificuldades em fazer amigos, em expressar sentimentos e em ser assertivo. Quando associado à deficiência intelectual, os déficits podem ser mais graves e, em muitos casos, estas pessoas têm maior chance de serem vítimas de bulliyng.

No autismo, estas dificuldades também estão presentes e podem ser ainda mais acentuadas, uma vez que, nestes indivíduos os aspectos não verbais da comunicação (ex: expressão facial, gesticulação, entonação da voz) também são prejudicados.

Um outro aspecto importante para a habilidade social, que geralmente está prejudicada em pessoas com deficiência e autismo, é o que chamamos de “teoria da mente”. A teoria da mente é a nossa capacidade de se colocar no lugar do outro e imaginar o que ele deve estar sentindo. Por meio desta habilidade, nós conseguimos ajustar nossos comportamentos e sermos mais empáticos e gentis com os outros.

Apesar destas dificuldades terem um grande impacto na vida das pessoas é possível amenizá-las. Por meio do Treinamento de Habilidades Sociais, o indivíduo pode aprender a identificar os sentimentos – tanto seus quanto de terceiros –  e adequar seus comportamentos ao contexto. É possível ainda escolher formas mais adequadas de expressar opiniões, sentimentos e de ser assertivo. O treinamento de habilidades sociais pode inclusive, ser estendido aos pais para melhorar o contato e a relação familiar.

CONTATO

Gizele Martins

Psicóloga

CRP – 04-43217

Graduada em Psicologia pela UFMG e mestre

em Neurociência pela

mesma instituição.

 

Via: https://ojornalsuasaude.wixsite.com/suasaude/autismo

17 de julho de 2018|0 Comments

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